Religião é Veneno
Inteligencia Artificial
Autor: criaturo | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 1896 Comentários: 23
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Percival
Falando do outro recinto tavamos falando da Amazon e quanto ela implanta automatização e IA nos processos deles. Conversei com um maluco que trabalhou em um galpão em Berlim, Alemanha ele disse que não é esse cenário dos vídeos ainda tem muita coisa feita por trabalho humano, eu também disse que aqui onde trabalhei no Rio de Janeiro o cenário é parecido.

Esse lance de tecnologia pra dar um salto desses demora mesmo: essa coisa de IA em parte é uma bolha. Porque os saltos que ela dá são pequenos passos e demanda de raciocínio pra criar. Então você tem que estar sempre estudando prompts e colando com pessoas que tiveram resultados fora da curva.

Não pode ter rigidez cognitiva: tem que estudar. Aliás qualquer função feita pra internet exige atualização constante.

Mas tá o maluco achando que em 5 anos vai ter um salto gigantesco. Essas profecias ai de Skynet.

Palpiteiros, palpiteiros everywhere.
Às vezes, a tecnologia dá saltos, mas o mercado não está preparado para as mudanças e rejeita.
Pode levar anos até que as novidades se infiltrem no nosso dia a dia, disfarçadas, sob outros formatos.
E a gente nem percebe, mas um dia está todo mundo usando.

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Ou o custo pra implantar nao e tao vantajoso no contexto atual.
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Para fazer uma Skynet será que não bastaria programar a IA para planejar sua autodefesa? Ela cria a sua matriz swot e atua com liberdade para mitigar suas fraquezas e ameaças, e nesse ponto ela pode atuar contra humanos

Isso foi força de expressão, so pra ilustrar mesmo.
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O ENCOSTO

Para fazer uma Skynet será que não bastaria programar a IA para planejar sua autodefesa? Ela cria a sua matriz swot e atua com liberdade para mitigar suas fraquezas e ameaças, e nesse ponto ela pode atuar contra humanos

Isso foi força de expressão, so pra ilustrar mesmo.
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Digamos que ela consiga isso: a IA agora pensa numa forma de garantir acesso irrestrito a eletricidade. oq ela poderá fazer? algumas sabotagens e mais nada.
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Percival

O ENCOSTO

Para fazer uma Skynet será que não bastaria programar a IA para planejar sua autodefesa? Ela cria a sua matriz swot e atua com liberdade para mitigar suas fraquezas e ameaças, e nesse ponto ela pode atuar contra humanos

Isso foi força de expressão, so pra ilustrar mesmo.
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Digamos que ela consiga isso: a IA agora pensa numa forma de garantir acesso irrestrito a eletricidade. oq ela poderá fazer? algumas sabotagens e mais nada.

Entao, tudo depende do contexto e da viabilidade. O pessoal fica numa zona cinza. Palpites na maioria.
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O artigo da Fortune relata que milhares de CEOs e executivos afirmaram que a inteligência artificial ainda não teve impacto real na produtividade ou no emprego nas empresas.
Uma pesquisa com cerca de 6.000 executivos em países como EUA, Reino Unido, Alemanha e Austrália mostrou que:
  • Quase 90% das empresas disseram que a IA não alterou produtividade nem empregos nos últimos três anos.


  • Dois terços dizem usar IA, mas em média apenas 1,5 hora por semana, e 25% nem usam.


  • Mesmo assim, eles acreditam que a IA aumentará a produtividade e o output no futuro.


Ou seja: muita promessa, pouco impacto mensurável até agora.

O artigo conecta esse fenômeno a um conceito clássico da economia: o Paradoxo de Solow.
O economista Robert Solow, nos anos 1980, observou algo parecido com os computadores:
👉 “Você vê a era dos computadores em todo lugar, menos nas estatísticas de produtividade.”
Na época, esperava-se que computadores revolucionassem o trabalho — mas, por décadas, a produtividade não cresceu como previsto.
Só nos anos 1990 é que os ganhos apareceram de fato.
👉 A ideia central:
Tecnologias revolucionárias demoram muito tempo para gerar impacto econômico real.


3) Por que a IA ainda não aumentou a produtividade?
O artigo e os economistas sugerem várias razões implícitas:
🧱 A) A tecnologia existe, mas as empresas não mudaram o trabalho
Implementar IA sem redesenhar processos é como colocar motor de foguete numa carroça.
🧠 B) Uso superficial
Muitos executivos usam IA pouco (1,5h/semana), sem integração estrutural.
💸 C) Custo de implementação
Investir em IA gera custos iniciais, treinamento, resistência cultural — o retorno demora.
📊 D) Diferença micro vs macro
Indivíduos podem ter ganhos de produtividade (até 40% em estudos),
mas isso não aparece nas estatísticas nacionais
ainda.
📈 4) A curva em “J”: primeiro piora, depois explode
Economistas citados dizem que tecnologias seguem uma curva em J
:
  • Fase 1: investimento, confusão, baixa produtividade


  • Fase 2: reorganização do trabalho


  • Fase 3: explosão de produtividade


Isso aconteceu com eletricidade, computadores, internet — e pode acontecer com IA.
🧠 Comentário crítico (análise sociopsicológica e econômica)
🧩 A ilusão da IA como “revolução instantânea”
A narrativa de Big Tech vendeu IA como transformação imediata.
Mas revoluções tecnológicas são lentas e estruturais
, não mágicas.
👉 A tecnologia muda primeiro o discurso, depois a cultura, depois o trabalho, e só por último a economia.
🧠 IA sem mudança organizacional é placebo
Empresas estão usando IA como:

  • Chatbot


  • Gerador de texto


  • Ferramenta de produtividade individual


Mas não estão redesenhando cargos, fluxos, hierarquias e modelos de negócio.
Sem isso, não há salto de produtividade sistêmica.
💣 O verdadeiro impacto ainda não é produtividade — é poder
Mesmo sem ganhos macroeconômicos, a IA já:

  • Centralizou poder em Big Tech


  • Reduziu custos de trabalho criativo


  • Aumentou vigilância e controle


  • Criou assimetrias cognitivas


👉 O impacto real pode ser político e social antes de ser econômico.
🧠 A história se repete (e isso é o ponto mais importante)
Computadores → promessas nos anos 70
Internet → bolha dotcom
IA → hype 2020s
👉 Em todas: primeiro hype, depois frustração, depois transformação real.

🧩 Conclusão interpretativa (filosófica)
A IA hoje está no mesmo estágio dos computadores nos anos 80:
todo mundo fala, poucos usam de verdade, quase ninguém transformou o sistema.

O paradoxo não mostra que IA é inútil.
Ele mostra algo mais profundo:
Tecnologias não mudam o mundo.
Organizações e culturas humanas mudam — e a tecnologia só acelera depois.

https://fortune.com/2026/02/17/ai-productivity-paradox-ceo-study-robert-solow-information-technology-age/
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Quando teremos a IA do RV para ver as foristas de biquini?


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Percival
Falando do outro recinto tavamos falando da Amazon e quanto ela implanta automatização e IA nos processos deles. Conversei com um maluco que trabalhou em um galpão em Berlim, Alemanha ele disse que não é esse cenário dos vídeos ainda tem muita coisa feita por trabalho humano, eu também disse que aqui onde trabalhei no Rio de Janeiro o cenário é parecido.

Esse lance de tecnologia pra dar um salto desses demora mesmo: essa coisa de IA em parte é uma bolha. Porque os saltos que ela dá são pequenos passos e demanda de raciocínio pra criar. Então você tem que estar sempre estudando prompts e colando com pessoas que tiveram resultados fora da curva.

Não pode ter rigidez cognitiva: tem que estudar. Aliás qualquer função feita pra internet exige atualização constante.

Mas tá o maluco achando que em 5 anos vai ter um salto gigantesco. Essas profecias ai de Skynet.

Palpiteiros, palpiteiros everywhere.
Às vezes, a tecnologia dá saltos, mas o mercado não está preparado para as mudanças e rejeita.
Pode levar anos até que as novidades se infiltrem no nosso dia a dia, disfarçadas, sob outros formatos.
E a gente nem percebe, mas um dia está todo mundo usando.

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fato pessoas se sentem ameaçadas pela tecnologia, mas tambem é fato que a tecnologia esta sendo usada para substituir as pessoas!
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O artigo da Fortune relata que milhares de CEOs e executivos afirmaram que a inteligência artificial ainda não teve impacto real na produtividade ou no emprego nas empresas.
Uma pesquisa com cerca de 6.000 executivos em países como EUA, Reino Unido, Alemanha e Austrália mostrou que:
  • Quase 90% das empresas disseram que a IA não alterou produtividade nem empregos nos últimos três anos.


  • Dois terços dizem usar IA, mas em média apenas 1,5 hora por semana, e 25% nem usam.


  • Mesmo assim, eles acreditam que a IA aumentará a produtividade e o output no futuro.


Ou seja: muita promessa, pouco impacto mensurável até agora.

O artigo conecta esse fenômeno a um conceito clássico da economia: o Paradoxo de Solow.
O economista Robert Solow, nos anos 1980, observou algo parecido com os computadores:
👉 “Você vê a era dos computadores em todo lugar, menos nas estatísticas de produtividade.”
Na época, esperava-se que computadores revolucionassem o trabalho — mas, por décadas, a produtividade não cresceu como previsto.
Só nos anos 1990 é que os ganhos apareceram de fato.
👉 A ideia central:
Tecnologias revolucionárias demoram muito tempo para gerar impacto econômico real.


3) Por que a IA ainda não aumentou a produtividade?
O artigo e os economistas sugerem várias razões implícitas:
🧱 A) A tecnologia existe, mas as empresas não mudaram o trabalho
Implementar IA sem redesenhar processos é como colocar motor de foguete numa carroça.
🧠 B) Uso superficial
Muitos executivos usam IA pouco (1,5h/semana), sem integração estrutural.
💸 C) Custo de implementação
Investir em IA gera custos iniciais, treinamento, resistência cultural — o retorno demora.
📊 D) Diferença micro vs macro
Indivíduos podem ter ganhos de produtividade (até 40% em estudos),
mas isso não aparece nas estatísticas nacionais
ainda.
📈 4) A curva em “J”: primeiro piora, depois explode
Economistas citados dizem que tecnologias seguem uma curva em J
:
  • Fase 1: investimento, confusão, baixa produtividade


  • Fase 2: reorganização do trabalho


  • Fase 3: explosão de produtividade


Isso aconteceu com eletricidade, computadores, internet — e pode acontecer com IA.
🧠 Comentário crítico (análise sociopsicológica e econômica)
🧩 A ilusão da IA como “revolução instantânea”
A narrativa de Big Tech vendeu IA como transformação imediata.
Mas revoluções tecnológicas são lentas e estruturais
, não mágicas.
👉 A tecnologia muda primeiro o discurso, depois a cultura, depois o trabalho, e só por último a economia.
🧠 IA sem mudança organizacional é placebo
Empresas estão usando IA como:

  • Chatbot


  • Gerador de texto


  • Ferramenta de produtividade individual


Mas não estão redesenhando cargos, fluxos, hierarquias e modelos de negócio.
Sem isso, não há salto de produtividade sistêmica.
💣 O verdadeiro impacto ainda não é produtividade — é poder
Mesmo sem ganhos macroeconômicos, a IA já:

  • Centralizou poder em Big Tech


  • Reduziu custos de trabalho criativo


  • Aumentou vigilância e controle


  • Criou assimetrias cognitivas


👉 O impacto real pode ser político e social antes de ser econômico.
🧠 A história se repete (e isso é o ponto mais importante)
Computadores → promessas nos anos 70
Internet → bolha dotcom
IA → hype 2020s
👉 Em todas: primeiro hype, depois frustração, depois transformação real.

🧩 Conclusão interpretativa (filosófica)
A IA hoje está no mesmo estágio dos computadores nos anos 80:
todo mundo fala, poucos usam de verdade, quase ninguém transformou o sistema.

O paradoxo não mostra que IA é inútil.
Ele mostra algo mais profundo:
Tecnologias não mudam o mundo.
Organizações e culturas humanas mudam — e a tecnologia só acelera depois.

https://fortune.com/2026/02/17/ai-productivity-paradox-ceo-study-robert-solow-information-technology-age/

tecnologias ja acabaram com empregos de :
atendentes telefônicos
porteiros
caixa de mercados e de bancos
vendedores de lojas fisicas
e que se cuidem médicos e psicólogos!

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Esse lance de tecnologia pra dar um salto desses demora mesmo: essa coisa de IA em parte é uma bolha. Porque os saltos que ela dá são pequenos passos e demanda de raciocínio pra criar. Então você tem que estar sempre estudando prompts e colando com pessoas que tiveram resultados fora da curva.

Não pode ter rigidez cognitiva: tem que estudar. Aliás qualquer função feita pra internet exige atualização constante.

Mas tá o maluco achando que em 5 anos vai ter um salto gigantesco. Essas profecias ai de Skynet.

Palpiteiros, palpiteiros everywhere.
Às vezes, a tecnologia dá saltos, mas o mercado não está preparado para as mudanças e rejeita.
Pode levar anos até que as novidades se infiltrem no nosso dia a dia, disfarçadas, sob outros formatos.
E a gente nem percebe, mas um dia está todo mundo usando.

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fato pessoas se sentem ameaçadas pela tecnologia, mas tambem é fato que a tecnologia esta sendo usada para substituir as pessoas!
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Pessoas se sentem ameaçadas porque não entendem a tecnologia e porque o sistema econômico usa tecnologia para cortar custos. Mas isso não significa que a IA substitui seres humanos — ela substitui tarefas, muda profissões e cria novas. O medo é real, mas a narrativa apocalíptica é simplista e historicamente falsa.

A IA não substitui pessoas. Ela substitui tarefas — e expõe o problema real: como as empresas tratam pessoas.

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O artigo da Fortune relata que milhares de CEOs e executivos afirmaram que a inteligência artificial ainda não teve impacto real na produtividade ou no emprego nas empresas.
Uma pesquisa com cerca de 6.000 executivos em países como EUA, Reino Unido, Alemanha e Austrália mostrou que:
  • Quase 90% das empresas disseram que a IA não alterou produtividade nem empregos nos últimos três anos.


  • Dois terços dizem usar IA, mas em média apenas 1,5 hora por semana, e 25% nem usam.


  • Mesmo assim, eles acreditam que a IA aumentará a produtividade e o output no futuro.


Ou seja: muita promessa, pouco impacto mensurável até agora.

O artigo conecta esse fenômeno a um conceito clássico da economia: o Paradoxo de Solow.
O economista Robert Solow, nos anos 1980, observou algo parecido com os computadores:
👉 “Você vê a era dos computadores em todo lugar, menos nas estatísticas de produtividade.”
Na época, esperava-se que computadores revolucionassem o trabalho — mas, por décadas, a produtividade não cresceu como previsto.
Só nos anos 1990 é que os ganhos apareceram de fato.
👉 A ideia central:
Tecnologias revolucionárias demoram muito tempo para gerar impacto econômico real.


3) Por que a IA ainda não aumentou a produtividade?
O artigo e os economistas sugerem várias razões implícitas:
🧱 A) A tecnologia existe, mas as empresas não mudaram o trabalho
Implementar IA sem redesenhar processos é como colocar motor de foguete numa carroça.
🧠 B) Uso superficial
Muitos executivos usam IA pouco (1,5h/semana), sem integração estrutural.
💸 C) Custo de implementação
Investir em IA gera custos iniciais, treinamento, resistência cultural — o retorno demora.
📊 D) Diferença micro vs macro
Indivíduos podem ter ganhos de produtividade (até 40% em estudos),
mas isso não aparece nas estatísticas nacionais
ainda.
📈 4) A curva em “J”: primeiro piora, depois explode
Economistas citados dizem que tecnologias seguem uma curva em J
:
  • Fase 1: investimento, confusão, baixa produtividade


  • Fase 2: reorganização do trabalho


  • Fase 3: explosão de produtividade


Isso aconteceu com eletricidade, computadores, internet — e pode acontecer com IA.
🧠 Comentário crítico (análise sociopsicológica e econômica)
🧩 A ilusão da IA como “revolução instantânea”
A narrativa de Big Tech vendeu IA como transformação imediata.
Mas revoluções tecnológicas são lentas e estruturais
, não mágicas.
👉 A tecnologia muda primeiro o discurso, depois a cultura, depois o trabalho, e só por último a economia.
🧠 IA sem mudança organizacional é placebo
Empresas estão usando IA como:

  • Chatbot


  • Gerador de texto


  • Ferramenta de produtividade individual


Mas não estão redesenhando cargos, fluxos, hierarquias e modelos de negócio.
Sem isso, não há salto de produtividade sistêmica.
💣 O verdadeiro impacto ainda não é produtividade — é poder
Mesmo sem ganhos macroeconômicos, a IA já:

  • Centralizou poder em Big Tech


  • Reduziu custos de trabalho criativo


  • Aumentou vigilância e controle


  • Criou assimetrias cognitivas


👉 O impacto real pode ser político e social antes de ser econômico.
🧠 A história se repete (e isso é o ponto mais importante)
Computadores → promessas nos anos 70
Internet → bolha dotcom
IA → hype 2020s
👉 Em todas: primeiro hype, depois frustração, depois transformação real.

🧩 Conclusão interpretativa (filosófica)
A IA hoje está no mesmo estágio dos computadores nos anos 80:
todo mundo fala, poucos usam de verdade, quase ninguém transformou o sistema.

O paradoxo não mostra que IA é inútil.
Ele mostra algo mais profundo:
Tecnologias não mudam o mundo.
Organizações e culturas humanas mudam — e a tecnologia só acelera depois.

https://fortune.com/2026/02/17/ai-productivity-paradox-ceo-study-robert-solow-information-technology-age/

tecnologias ja acabaram com empregos de :
atendentes telefônicos
porteiros
caixa de mercados e de bancos
vendedores de lojas fisicas
e que se cuidem médicos e psicólogos!

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O argumento:
“Chatbots e IA acabaram com atendentes.”
A realidade:
Atendimento humano nunca foi tão necessário, só deixou de ser mecânico.
Hoje existem:
  • Atendimento omnichannel (WhatsApp, redes sociais, apps)


  • Suporte técnico especializado


  • Customer Success


  • Analistas de experiência do cliente


  • Moderadores humanos de IA


👉 O que acabou foi o atendente que só lia script.
👉 O atendimento virou atividade cognitiva e estratégica.

O argumento:
“Portarias remotas acabaram com porteiros.”
A realidade:
O porteiro virou profissional de segurança tecnológica.
Hoje existem:
  • Monitoramento remoto


  • Operadores de CFTV


  • Técnicos de sistemas de controle de acesso


  • Gestores condominiais


👉 A função manual foi automatizada,
👉 mas a gestão da segurança virou mais complexa e humana.

O argumento:
“Autoatendimento acabou com caixas.”
A realidade:
  • Supermercados ainda têm caixas humanos (especialmente em grandes cidades).


  • Bancos digitais criaram milhares de empregos em:

  • TI

  • UX


  • Compliance


  • Atendimento especializado


  • Análise de dados


👉 O caixa deixou de ser operador de máquina e virou consultor financeiro, atendente especializado, analista.

O argumento:
“E-commerce matou o vendedor.”
A realidade:
O vendedor virou consultor de experiência de compra.
Hoje existem:
  • Vendas omnichannel (online + físico)


  • Consultores de produto


  • Personal shoppers


  • Influenciadores de vendas


  • Especialistas em experiência do cliente


👉 Loja física virou espaço de experiência, não só de transação.

“Que se cuidem médicos e psicólogos” (a parte mais absurda)
Essa frase revela desconhecimento profundo sobre saúde e psicologia.
IA NÃO substitui:
Médicos:
  • Diagnóstico contextual (histórico, ambiente, comportamento)


  • Decisões clínicas complexas


  • Responsabilidade legal e ética


  • Cirurgia real


  • Relação médico-paciente


Psicólogos:
  • Vínculo terapêutico


  • Empatia real


  • Transferência e contratransferência


  • Intervenções clínicas humanas


  • Responsabilidade ética e clínica


👉 IA pode ser ferramenta, nunca terapeuta ou médico pleno.
👉 Saúde é uma relação humana, não um cálculo estatístico.

O erro intelectual do argumento
Ele comete 3 falácias clássicas:
❌ Falácia 1: Confundir automação com extinção humana
Automatizar tarefa ≠ eliminar profissão inteira.
❌ Falácia 2: Extrapolação tecnológica
Assumir que porque algo automatiza 10%, automatizará 100%.
❌ Falácia 3: Determinismo tecnológico
Achar que tecnologia decide o futuro sozinha, ignorando política, economia e cultura.

A verdade histórica
Todas as grandes tecnologias:
  • Eliminam tarefas simples


  • Criam tarefas complexas


  • Transformam profissões


  • Geram novas indústrias


Exemplos:
  • Agricultura → indústria


  • Indústria → serviços


  • Internet → economia digital


  • IA → economia cognitiva




Atendentes, porteiros, caixas e vendedores não desapareceram — eles foram transformados. E médicos e psicólogos estão entre as últimas profissões que a IA pode substituir, porque trabalham com vínculo humano, ética e responsabilidade clínica. O que está em risco não é o emprego, é o modelo econômico que trata pessoas como custo.

A tecnologia não matou empregos. Ela matou tarefas simples — e expôs o quanto nosso sistema econômico trata pessoas como custos.
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Data da postagem: 25/02/2026, 04:10