Religião é Veneno
Descobrindo o autismo aos 46 anos
Autor: NadaSei | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 3106 Comentários: 84
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Então muita gente acha que tem TDAH e não tem nada a ver com o transtorno de neurodesenvolvimento que atinge áreas cerebrais relacionadas ao controle inibitório, controle de atenção, modulação das emoções, planejamento e regulação emocional.

Então muito cuidado em fazer esse diagnóstico de forma rápida:
“Ah, eu tenho TDAH porque eu não consigo ler.”

Pera aí. Você está lendo o quê? O que você está tentando ler?
Essa pergunta é muito importante.

Você tem que estar interessado. A tua motivação e o teu interesse não são negociáveis. Você não consegue clicar um botão e ficar interessado em alguma coisa.

Então muito cuidado quando você está estudando uma matéria que você odeia, acha extremamente chata e não consegue prestar atenção. Isso não significa automaticamente TDAH.

Isso é um problema no mundo inteiro, mas infelizmente no Brasil eu acho que a coisa é um pouco pior.
Os nossos profissionais sofrem com o problema do ensino precarizado. É verdade que em toda profissão em qualquer lugar sempre vamos ser uma media de profissionais medíocres e uma pequena elite de profissionais que realmente entendem do assunto.
Eu vejo isso até com desenvolvimento de software. O que não falta é embusteiro no mercado.

Mas com saúde mental a coisa parece muito pior do que em area de TI, e, no Brasil, esses modismos parecem ser uma problema muito maior. Eu diria que a nossa media mediocre é provavelmente mais mediocre do que a de outras nações.

‍Pscologia é uma coisa que a pessoa pra fazer direito, precisa ser muito mais do que alguém com capacidade de estudar, a pessoa tem que ter uma mentalidade adequada para aquilo. Um bando de gente com mentalidade crente e esquerdista é o que está enfiado na area hoje aqui no Brasil.

O problema não é ser esquerdista em si, mas a mentalidade "crente" que leva a crença esquerdista e o tipo de vies que isso cria.

Se tem uma area onde o profissional precisa ter um algo a mais é na psicologia. Essa area não é pra qualquer um.
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Data da postagem: 11/05/2026, 17:20
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Judas

Eu tenho 95% dos seus problemas relatados aqui.
Exemplo é quando eu ia tocar em algum lugar as vezes com contratantes diferentes e músicos que eu conhecia ali na hora eu, na incapacidade de iniciar algum tipo de conversa, ia lá pro canto tocar a minha guitarra desligada, ficava mexendo nos pedais, quando alguém me oferecia alguma coisa, tipo uma água, eu rejeitava mesmo se estivesse com sede e ficava lá isolado.
E isso me prejudicou muito porque no meu meio é nessa hora onde eu faço interação com outros músicos é que a minha rede de contatos cresce pra que consiga novos trabalhos. Sempre toquei certo e fiz aquilo que fui pago pra fazer e minha rede de contatos nunca crescia. Já meu amigo baixista mais extrovertido toca de Segunda a Segunda se ele quiser.
Eu não tenho dúvidas que tenho alguns sintomas que um psicólogo trataria em algum grau como espectro autista.
Pra mim a causa disso é a mesma do sei irmão. Muito superprotegido pela mãe. Ficando mais velho fui melhorando ao invés de piorar, mas ainda sinto timidez e dificuldade de iniciar conversas fluidas com pessoas novas.
Por isso é preciso separar o que é resultado de timidez ou transtornos como fobia social, do que seria o autismo em si.

Por exemplo, eu não sou nada tímido. Eu gosto de falar em público, já trabalhei dando aulas de informática, já fiz apresentações de projetos para investidores, etc...
Esse tipo de situação é o que mais afeta os tímidos.

No seu caso sendo músico e gostando de se apresentar, talvez a timidez também não seja a melhor explicação.

O importante é que traços de autismo não são suficientes para classificar se não existe sofrimento real sendo criado.

Esse traço que você falou sobre recusar água mesmo querendo também é comum.

Autistas em geral tem certas sensibilidades. Eu não gosto de comer em público porque o barulho da mastigação me incomoda, então eu não gosto de incomodar os outros.

Eu evito fazer com os outros tudo aquilo que em algum nível me incomoda, então não gosto de telefonar, mandar mensagem, fazer visita, puxar conversa z etc, porque todas essas coisas me incomodam em algum nível.

Isso só agrava o isolamento porque se isso me incomoda eu acho que em algum nível minha presença, mensagem ou conversa, também vai causar algum desconforto nos outros e eu evito causar esse desconforto.
‍

Por isso a condição é tratada em níveis, em alguns causam desconforto. Outros conseguem lidar com masking, mas existe um custo mental para mascarar a sensação. O desconforto existe é como por exemplo usar uma camisa a qual a etiqueta pinica sua pela e aquela sensação te dá desconforto extremo.
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O ENCOSTO

NadaSei

Quanto ao autismo ele é uma DEFICIÊNCIA MENTAL, eu não sei como alguém pode romantizar isso.

O autismo no meu caso explica porque eu sempre tive dificuldade de conversar e de entender certos sinas de comunicação. É a incapacidade do cérebro processar algo que outras pessoas processam e entendem, como o jogo do flerte ou como conversas ocorrem em turnos.

Eu lembro que quando eu era criança eu fui na casa de um amigo e eu não sabia o que falar ou como responder as coisas que ele falava, para dar continuidade as conversas. As regras de comunicação não eram naturais pra mim.

Lembro que respondia certas coisas e comemorava internamente quando a resposta parecia ser bem recebida, como se eu tivesse dito a coisa certa para a outra pessoa não perceber que eu não estava "entendendo" aquilo tudo.

No meu caso um dos sintomas é literalmente uma incapacidade de entender sinais do flerte e regras da comunicação em geral quando não existe um contexto claro.

Exemplos de contexto claro seriam no trabalho, quando eu preciso comunicar algo que ocorreu, ou perguntar o que preciso fazer, ou dar uma aula e explicar o conteúdo, ou na rua pedir direções para alguém ou dar direções, etc...

Numa conversa de entretenimento a dois, não parece existir regra ou objetivo. As pessoas podem falar sobre qualquer coisa, mas precisam falar sobre algo porque o silêncio é constrangedor.

Essa ausência de regra clara sobre a razão da comunicação sobrecarrega o autista aqui.
Eu não entendo o porquê eu deveria falar, ou sobre o quê e dai a minha mente começa a sobrecarregar e o resultado é ansiedade. Então eu não me divirto nesse tipo de situação.


‍Lendo seu relato,me identifico em alguns pontos mas não acredito ser autista. Eu tive uma educação rígida, fui privado de muitas liberdades que meus amigos de infancia tinham e evitei sempre enfrentar meus pais. Eu descobria tudo sempre mais tarde do que os outros por falta de convivência mesmo.

Se eu fizer esse teste e alguem me classificar como autista, no máximo irei confirmar que me enquadro no diagnostico do sr ali do roda viva: um esquisitão.
Sim, tem nego aí que vai dar o laudo positivo ao primeiro sintoma.
É preciso fazer o laudo com um profissional sério e isso é difícil ora caramba conseguir.

‍Eu acho que dei sorte aqui em Maringá com uma neuro que veio de São Paulo, mas eu fiz um questionário antes de escolher o profissional e os primeiros a falhar na minha triagem eram de uma clínica enorme aqui da cidade que se diziam especialistas.

‍Eu dei sorte por conta do Neuro do meu filho, como também ter conseguido consultas no Instituto Pinel que é ligado UFRJ, passei pela entrevistas e fui bem atendido pelo psiquiatra que deixou o numero do zap para ir falando com ele.

Comecei essa buscar por conta do meu histórico e quero tirar uma conclusão de uma vez por todas.
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O que explica esse monte de séries da Netflix, vídeos de Youtube, cortes de Instagram e gente se formando em psicologia pra ficar falando disso como se fosse expert é a vontade dos engenheiros sociais de que isso se torne popular associada aos problemas causados pelo uso excessivo de Internet, que são propositalmente colocados no mesmo balaio de problemas mentais com outras causas. Essa gente entendeu que o uso da internet muda as pessoas, causas estes problemas de relacionamento (incluindo vício em pornografia) e depois deles mesmos causarem o problema agora aparecem como vendedores da solução.
Não fosse isso estes assuntos estariam onde sempre estiveram por décadas, restritos a casos genuínos e a gente que estuda isso de fato.
O carinha lá do Nerd Show não tem porra nenhuma de superdotado e iguais a ele são a maioria dos que se apresentam assim na internet.
Se é problema, há de se esperar ter no mínimo discrição. Ninguém sai por aí anunciando que tem micro pênis ou câncer no cú mas de repente todo mundo é TDAH, Superdotado...De novo, façam-me o favor.

E é assim pra qualquer coisa. Neste momento estão selecionando crimes onde homens agridem mulheres no meio de mais de 34 mil assassinatos pra dar a impressão de que só mulheres morrem no Brasil, e com isso continuar com a agenda de destruição da mera possibilidade de que um homem chegue perto de uma mulher sem ser processado, preso ou ser obrigado a pagar pensão.
Modernidade é estrume.

Infelizmente o que obscurece o tratamento sério são esses produtos ultraprocessados com viés e influencers que se aproveitam do meio, o problema é quem precisa saber informações acaba se perdendo.

Eu já quando fui pesquisar a condição SD em 2023, antes desse boom, já encontrava dificuldades conclusivas sobre isso. Até que cai no curso do Jean e consegui me regular, isso porque eu mesmo tinha talento pra isso, mas como é algo comercial, nem todos obtem o mesmo resultado. Tem muita gente perdida na comunidade dele com uma demanda que aquele material não vai suprir.

E aquela coisa: AHSD já não é uma pessoa essencialmente sociável, só uma parcela é fora do espectro. Fui bem acessorado tanto que fiz até relato na comunidade e ganhei um prêmio por isso (3 mil reais) que me ajudou no tempo de aperto. Mas não fiz com intenção de ganhar: queria agradecer pelo conteudo e como ele me ajudou a me livrar de tendencia suicida sem medicação.

Mas depois disso vieram o Winderssom e o cara do Nerd Show, pra mim eles não são nada demais, depois que estudei marketing digital num curso com professores da Escola Superior de Propaganda e marketing comecei a entender como funciona o algoritmo na internet.

A internet necessáriamente não premia por mérito e sim por alcance, e pra isso tem que pagar.

Aliás lembrei que o Jean estava reclamando que não está conseguindo entregar o material do curso dele devido a esse mesmo algoritmo, o que prova uma tendência em entrega das plataformas.

E genialidade não significa sucesso ou reconhecimento: Olavo de Carvalho foi um gênio, um sujeito de grande amplitude de conhecimento e jamais foi mundialmente conhecido, mas deixou seguidores quando partiu.

Genialidade não significa nada, ainda mais se ela for disruptiva. Tem gente poderosa que não tem interesse que certos pensamentos ganhem notoriedade por medo de ameaça a sua hegemonia.

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E aquela coisa: AHSD já não é uma pessoa essencialmente sociável, só uma parcela é fora do espectro. Fui bem acessorado tanto que fiz até relato na comunidade e ganhei um prêmio por isso (3 mil reais) que me ajudou no tempo de aperto. Mas não fiz com intenção de ganhar: queria agradecer pelo conteudo e como ele me ajudou a me livrar de tendencia suicida sem medicação.

Mas depois disso vieram o Winderssom e o cara do Nerd Show, pra mim eles não são nada demais, depois que estudei marketing digital num curso com professores da Escola Superior de Propaganda e marketing comecei a entender como funciona o algoritmo na internet.

O Sheldon do Big Bang Teory popularizou ser nerd e autista, muito embora na realidade ser nerd e autista em geral signifique ser excluído da sociedade, em especial nas escolas do EUA.

É aquilo que o Judas falou sobre ninguém anunciar ter micro pênis.
Quem anda por ai anunciando isso como se fosse muito legal é porque não tem o problema e está surfando uma onda. Quem vive o problema e sabe do que se trata não acha que uma deficiência é algum tipo de super poder.
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O engraçado são alguns dos especialistas que eu andei vendo no YouTube.

Tem um cara ai que é psicólogo e da entrevistas como especialista no assunto e diz ter autismo. Beleza, até ai pode ser tudo verdade.
Mas o cara é daqueles ativistas bem de esquerda e fala sobre direitos dos autistas. Anda com crachá de deficiente e estava orgulhoso falando de uma discussão que teve com uma senhora idosa que reclamou dele estar usando a vaga de deficientes e ele foi lá com o crachá dele dar a carteirada de autista.

Esses são os que eu acho mais ridículos. Podem até ter o transtorno mesmo, mas também são doentes mentais de esquerda e essa é a grande deficiência deles.
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NadaSeiQuem anda por ai anunciando isso como se fosse muito legal é porque não tem o problema e está surfando uma onda. Quem vive o problema e sabe do que se trata não acha que uma deficiência é algum tipo de super poder.
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Eu convivo com pessoas assim, sao as melhores.

Sao meu maior círculo social atualmente, nao sao tao rígidos cognitivamente.
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E aquela coisa: AHSD já não é uma pessoa essencialmente sociável, só uma parcela é fora do espectro. Fui bem acessorado tanto que fiz até relato na comunidade e ganhei um prêmio por isso (3 mil reais) que me ajudou no tempo de aperto. Mas não fiz com intenção de ganhar: queria agradecer pelo conteudo e como ele me ajudou a me livrar de tendencia suicida sem medicação.

Mas depois disso vieram o Winderssom e o cara do Nerd Show, pra mim eles não são nada demais, depois que estudei marketing digital num curso com professores da Escola Superior de Propaganda e marketing comecei a entender como funciona o algoritmo na internet.

O Sheldon do Big Bang Teory popularizou ser nerd e autista, muito embora na realidade ser nerd e autista em geral signifique ser excluído da sociedade, em especial nas escolas do EUA.

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‍Uma coisa é Estados Unidos outra é bostil. A questao cultural influencia em como a pessoa vai progredir. Se Sheldon vivesse em chique chique sera que ele teria o mesmo padrao?
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E aquela coisa: AHSD já não é uma pessoa essencialmente sociável, só uma parcela é fora do espectro. Fui bem acessorado tanto que fiz até relato na comunidade e ganhei um prêmio por isso (3 mil reais) que me ajudou no tempo de aperto. Mas não fiz com intenção de ganhar: queria agradecer pelo conteudo e como ele me ajudou a me livrar de tendencia suicida sem medicação.

Mas depois disso vieram o Winderssom e o cara do Nerd Show, pra mim eles não são nada demais, depois que estudei marketing digital num curso com professores da Escola Superior de Propaganda e marketing comecei a entender como funciona o algoritmo na internet.

O Sheldon do Big Bang Teory popularizou ser nerd e autista, muito embora na realidade ser nerd e autista em geral signifique ser excluído da sociedade, em especial nas escolas do EUA.

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‍Uma coisa é Estados Unidos outra é bostil. A questao cultural influencia em como a pessoa vai progredir. Se Sheldon vivesse em chique chique sera que ele teria o mesmo padrao?

As escolas no Brasil são bem diferentes, eu diria que aqui na questão da socialização é até melhor do que por lá.
Aqui passamos menos tempo na escola do que eles e a dinâmica entre os alunos é menos "tribal" do que lá, com grupos muito mais bem formados, como lideres de torcida, atletas, etc...

Aqui temos somente meio que os "normais", "a turma do fundão" e os "esquisitos".
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O Sheldon do Big Bang Teory popularizou ser nerd e autista, muito embora na realidade ser nerd e autista em geral signifique ser excluído da sociedade, em especial nas escolas do EUA.

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‍Uma coisa é Estados Unidos outra é bostil. A questao cultural influencia em como a pessoa vai progredir. Se Sheldon vivesse em chique chique sera que ele teria o mesmo padrao?

As escolas no Brasil são bem diferentes, eu diria que aqui na questão da socialização é até melhor do que por lá.
Aqui passamos menos tempo na escola do que eles e a dinâmica entre os alunos é menos "tribal" do que lá, com grupos muito mais bem formados, como lideres de torcida, atletas, etc...

Aqui temos somente meio que os "normais", "a turma do fundão" e os "esquisitos".
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O ambiente escolar aqui é mais inflexível que lá. No EUA se permite ver uma carreira melhor se consegue detectar e jogar o Jorge na área onde ele pode se sair melhor.
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